Graffite - Danka Umbert
Grafite(do italiano graffiti) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade.
Muitas polêmicas giram em torno desse movimento artístico, pois de um lado o grafite é desempenhado com qualidade artística, e do outro não passa de poluição visual e vandalismo. A pichação ou vandalismo é caracterizado pelo ato de escrever em muros, edifícios, monumentos e vias públicas. Os materiais utilizados pelos grafiteiros vão desde tradicionais latas de spray até o látex.
Principais termos e gírias utilizados nessa área:
-Writter/Grafiteiro : o artista que pinta.
-Crew : é um conjunto de grafiteiros que se reúnem para pintar juntos.
-Bite : imitar o estilo de outro grafiteiro.
-Toy : é o grafiteiro iniciante.
-Tag : é assinatura de grafiteiro.
-Spot : Lugar onde é praticada a arte do grafitismo.
Talvez seja por esta controvérsia que vários jovens hoje em dia se interessam tanto por esta arte . E para aprofundar mais ainda este assunto, batemos um papo com nosso artista Danka Umbert!
Confira a entrevista e alguns de seus trabalhos.

Quem é o Danka?!
Danka Umbert Carvalho, conhecido como MR. (apelido por sumir e reaparecer do nada), 20 anos, nativo de Florianópolis. Tem sua criatividade adquirida através de cerimônias indígenas que participou em sua juventude, ama o mar e por isto, quando não está com seus pincéis, está surfando. No momento interage com artes e amigos graffiteiros. Possui um Ateliê em sua cidade e sua renda é toda derivada de seu suor artístico.

Trajetória / Hobbies :
Passo a maior parte do meu tempo concentrado em minhas telas e desenhos. Quando não estou no meu Ateliê, estou surfando ou lendo livros sobre arte. Além disso, também arranjo tempo para me dedicar ao Skate e as famosas saídas noturnas.
Moro em Florianópolis, então faço muitos trabalhos pela região, mas como acabei de voltar do Perú, acabei ampliando minhas fronteiras. Meus potenciais são clientes estrangeiros e muitos de meus trabalhos já está pela França, Alemanha, Suécia, Itália, EUA, Austrália, entre outros.

Hoje em dia, aparece bastante encomenda, gosto de fazer trabalhos para os meus amigos e familiares, mesmo tendo meu lado comercial onde trabalho para marcas como Volcom, MCD, Dunkelvolk e outras de minha região ( Ervin, Ark Truteo, Ahuu).
Como conheceu a Dunkelvolk?
Aqui em Florianópolis tem uma Loja da Dunkelvolk, onde conheci através de um amigo que fez a arte na fachada da loja. A partir daí conheci os donos e fiz alguns trabalhos para eles, e nisso acabei me identificando muito com a marca.
Recentemente você esteve no Perú, conte um pouco sobre essa experiência.
A princípio fui á trabalho, como já estive lá de outra vez, nessa viagem eu quis explorar um pouco mais, pois desta vez me sinto mais maduro no ramo da arte. O país é muito místico, o povo é reflexo do lugar! Amei a simplicidade dos habitantes, de suas cores. Lá eles são pobres em relação a natureza, porém são muito ricos em cultura e diversidade de lugares.

Como foi recepcionado pela equipe Dunkelvolk no Perú?
Achei a recepção da equipe Dunkelvolk excelente, principalmente os donos da marca, que adoraram meu trabalho e da forma como foi apresentada. Não deixaram a desejar na parte de compromisso e atenção.
Depois da recepção, fui até o setor de Arte da fábrica sem pretensão de nada, apenas para mostrar meu trabalho. Eles viram algumas estampas que fiz para a Dunkelvolk do Brasil ( que não saiu na coleção), e adoraram, aceitaram e compraram todas.
Qual foi o seu relacionamento com os designers e artistas da marca?
Toda a equipe da parte artística foi muito hospitaleira, trocamos idéias, conteúdos, e fiz muitos amigos. Eles gostam do meu trabalho e eu como já tinha visto um pouco do trabalho deles aqui no Brasil, também gostei bastante.
Quando eu estava de partida para o Brasil, fui convidado para pintar uma parede e produzir algumas artes com os graffiteiros da Dunkelvolk, mas infelizmente não houve tempo.

Um resumo sobre a experiência como todo no Peru e na fabrica da DunkelVolk.
Em poucas palavras: altas ondas e um patrocínio da Dunkel em andamento. Fiz graffitis e amizades. Bom, como diz o ditado: Viajar abre a cabeça e fecha bons negócios.

